Pesquisadores do CIATox da UNICAMP analisaram cinco marcas de canetas de tirzepatida fabricadas no Paraguai e confirmaram a presença do princípio ativo do Mounjaro (tirzepatida) em todas as amostras, sem mistura com semaglutida. Em quatro marcas a concentração ficou dentro da variação aceitável (até 20%). Entre as testadas estão TG (Indufar), Lipoless (Éticos) e Tirzec (Quimfa). Os pesquisadores ressaltam que o estudo não avaliou impurezas, segurança ou eficácia — por isso procedência e conservação seguem essenciais.

Uma das maiores dúvidas de quem considera comprar canetas emagrecedoras do Paraguai sempre foi a mesma: tem mesmo o princípio ativo dentro, ou é só água? Um estudo da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) trouxe uma resposta científica a essa pergunta — e o resultado é relevante para todo o mercado.

O que a UNICAMP testou

O Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) da UNICAMP analisou cinco marcas de canetas de tirzepatida produzidas no Paraguai e comercializadas no Brasil. As amostras foram enviadas ao laboratório em 1º de junho de 2026. As marcas analisadas foram:

O resultado: tirzepatida confirmada em todas as amostras

Segundo o estudo, todas as cinco marcas continham tirzepatida — o mesmo princípio ativo do Mounjaro (do laboratório Eli Lilly). Um ponto importante: não foi encontrada mistura com semaglutida (o princípio ativo do Ozempic e do Wegovy), o que descarta a adulteração mais comum temida nesse tipo de produto.

E a concentração (dosagem)?

A análise também mediu quanto de princípio ativo cada caneta realmente entrega em relação ao que o rótulo informa:

Ou seja: entre as marcas com dosagem consistente estão TG (Indufar), Lipoless (Éticos) e Tirzec (Quimfa) — as três tirzepatidas que trabalhamos aqui na Peptídeos Slim PY.

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Como o estudo foi feito (metodologia)

A confiabilidade de um resultado depende do método. A equipe da UNICAMP usou três técnicas laboratoriais complementares, o padrão-ouro para identificar e quantificar moléculas:

A combinação das três dá segurança de que a substância presente é, de fato, tirzepatida — e não outra molécula parecida.

O que o estudo NÃO diz (a ressalva importante)

Aqui entra a honestidade que todo consumidor merece. Os próprios pesquisadores foram claros: a análise confirmou a identidade e a concentração do princípio ativo, mas não avaliou impurezas, contaminantes, eficácia clínica nem segurança dos produtos. O toxicologista responsável, José Luiz da Costa, lembrou ainda que “pequenas alterações podem ocorrer” caso o produto seja armazenado em condições inadequadas.

Tradução prática: ter o princípio ativo certo é uma excelente notícia — mas procedência do vendedor e cadeia de frio (2–8 °C) continuam sendo decisivas. Um produto original mal conservado perde eficácia. Por isso a origem importa tanto quanto o rótulo.

Por que isso importa para quem compra

Durante muito tempo, o mercado de canetas do Paraguai foi tratado como terra sem lei — e, de fato, existem produtos falsificados por aí. O que o estudo da UNICAMP mostra é que as marcas fabricadas por laboratórios paraguaios estabelecidos entregam o princípio ativo que prometem. Isso muda a conversa: o risco real não está no país de origem, e sim em de quem você compra.

Por isso reforçamos sempre os mesmos pilares: laboratório identificado na embalagem, cadeia de frio mantida no transporte, rastreabilidade e atendimento humano. Se quiser conferir na prática, veja nosso guia de como identificar tirzepatida falsificada.

Perguntas frequentes

A UNICAMP aprovou as canetas do Paraguai?

O estudo não é uma aprovação regulatória. Ele confirmou, em laboratório, que as amostras contêm tirzepatida na concentração esperada (com uma exceção). Aprovação de comercialização no Brasil é competência da Anvisa — e a importação segue sendo uma decisão individual do consumidor.

As marcas que vocês vendem foram testadas?

Sim. TG (Indufar), Lipoless (Éticos) e Tirzec (Quimfa), que fazem parte do nosso catálogo, estão entre as cinco marcas analisadas e ficaram dentro da variação de concentração aceitável.

O estudo garante que o produto é seguro?

Não. A própria equipe deixou claro que impurezas, contaminantes, eficácia e segurança não foram avaliados. Ter o princípio ativo correto é necessário, mas conservação e procedência continuam sendo fatores críticos.

Encontraram Ozempic (semaglutida) misturado?

Não. A análise não detectou semaglutida nas amostras — apenas tirzepatida, o princípio ativo do Mounjaro.

Fonte: matéria da Exame — “Teste da Unicamp acha princípio ativo do Mounjaro em canetas do Paraguai” (exame.com). Este conteúdo é informativo e não substitui orientação médica. Medicamentos à base de tirzepatida devem ser usados sob acompanhamento profissional.

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